Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando e não posso falar.
Dizem que quando se gosta de algo ou alguém, a gente cuida, protege, quer estar perto, fazer parte da vida.
(via resumindoempalavras)
Hoje, finalmente desisti do amor da minha vida, e aquele sorriso dele não foi o bastante pra esquecer de amá-lo. Mesmo o amando muito, sofrer não é comigo. Aliás, nunca foi.
Me dê noticia de você, eu gosto um pouco de chorar, a gente quase não se vê, me deu vontade de lembrar. Me leve um pouco com você, eu gosto de qualquer lugar, a gente pode se entender e não saber o que falar. Seria um acontecimento, mas lógico que você some, no dia em que o seu pensamento me chamou; eu chamo o seu apartamento, não mora ninguém com esse nome, que linda a cantiga do vento; já passou. A gente quase não se vê, eu só queria me lembrar, me dê noticia de você, me deu vontade de voltar.
Mesmo que você não caia na minha cantada. Mesmo que você conheça outro cara. Na fila de um banco. Um tal de Fernando. Um lance, assim, sem graça. Mesmo que vocês fiquem sem se gostar. Mesmo que vocês casem sem se amar. E depois de seis meses. Um olhe pro outro, e aí, pois é, sei lá. Mesmo que você suporte este casamento. Por causa dos filhos, por muito tempo. Dez, vinte, trinta anos. Até se assustar com os seus cabelos brancos. Um dia vai sentar numa cadeira de balanço. Vai lembrar do tempo em que tinha vinte anos. Vai lembrar de mim e se perguntar. Por onde esse cara deve estar? E eu vou estar te esperando. Nem que já esteja velhinha gagá. Com noventa, viúva, sozinha. Não vou me importar. Vou ligar, te chamar pra sair. Namorar no sofá. Nem que seja além dessa vida. Eu vou estar. Te esperando.




